psicologia

Campanha na UFRR orienta alunos transgêneros a escolherem banheiro

‘Libera o meu xixi’ foi iniciada nesta segunda (8) no campus Boa Vista. Resolução aprovada em maio também regulamentou uso de nomes sociais.

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Uma campanha iniciada nesta segunda-feira (8) no Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), campus Boa Vista, orienta alunos transgêneros a escolherem qual banheiro usar. A ação, denominada ‘Libera o meu xixi’, põe em prática a resolução 006 aprovada pela instituição em maio deste ano, que também permitiu o uso de nomes sociais por estudantes e servidores.

Segundo o professor Linoberg Almeida  (Foto: Emily Costa/ G1 RR)Segundo o professor Linoberg Almeida, a campanha serve para ‘dar conhecimento, sensibilizar, educar e gerar reflexão’

Conforme o diretor do CCH, professor Linoberg Almeida, a ideia da campanha foi trazida da Universidade de Brasília (UNB) e tem o objetivo de dar conhecimento, sensibilizar, educar e gerar reflexão sobre a utilização dos banheiros conforme ‘o gênero com o qual as pessoas se identificam’.

“De acordo com a resolução já aprovada na UFRR, quem faz a escolha sobre qual banheiro utilizar é a pessoa e não quem está de fora. Então, a campanha serve para isso: esclarecer que a decisão pelo banheiro é orientada apenas pelo gênero”, declarou Almeida acrescentando que a intenção da campanha também é estender a ação para toda a UFRR.

O professor alertou ainda que o uso do banheiro por pessoas de diferentes sexos não deve gerar preocupação ou medo entre os estudantes. Ele lembrou que se algum aluno ou servidor sentir a possibilidade de ser violentado, deve apresentar a denúncia à instituição.

“A ‘Libera o meu xixi’ orienta a partir da resolução. Lá diz que para utilizar o banheiro destinado ao outro sexo, a pessoa deve se auto-identificar como transgênero. Portanto, caso ela seja pega usando de má fé o nome social ou praticando violência nos banheiros, essa pessoa será levada à Polícia Federal como qualquer outra na Universidade”, disse Almeida.

No entendimento do estudante do curso de Relações Internacionais, Lorran Duarte, a campanha é positiva e estimula a discussão entre os alunos.

“Esse tipo de política gera integração, inclusão e aceitação. Particularmente, não acredito que a campanha tenha lados negativos, mas também defendo que o assunto deve ser debatido e estudado por toda a comunidade acadêmica”, afirmou Duarte.

Fonte: http://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2015/06/campanha-na-ufrr-orienta-alunos-transgeneros-escolherem-banheiro.html

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