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“Ele pode não te bater, mas”: campanha choca ao mostrar outras formas de violência

Por Mariana Bueno

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A violência contra a mulher não acontece apenas quando há contato físico. Há diversas formas de agressão que, muitas vezes, não são reconhecidas pelas vítimas, principalmente por partirem de seus companheiros, mas que podem ter consequências até mais graves. Esse tipo de violência é o que caracteriza relacionamentos abusivos. Para debater o assunto, a escritora e artista americana Zahira Kelly começou uma campanha no Twitter com relatos de violência psicológica e abuso emocional sofridos por mulheres.

Através da hashtag “Maybe he doesn’t hit you” (“Ele pode não te bater”, traduzida no Brasil), ela começou a listar situações nas quais mulheres são agredidas, às vezes, até sem se darem conta, narrando experiências próprias ou de pessoas conhecidas. A campanha fez sucesso e logo começaram a surgir diversos relatos, muitos deles impactantes.

Relatos de violência contra a mulher

Os primeiros posts do Twitter de Zahira, em sua página chamada “Planet Thickness”, mostravam como um homem pode ter atitudes violentas no seu dia a dia que fazem mal à mulher e que, infelizmente, são mais comuns do que se imagina. Veja alguns:

“Ele pode não te bater. Ele só te convence a deixar sua vida e desistir de ter autonomia, então decide que você não é uma boa empregada e te odeia”.

“Ele pode não te bater. Ele só reclama da sua barriga depois que vocês tiveram filhos e diz para você emagrecer antes que ele arrume uma menina de 15 anos mais bonita”.

“Ele pode não te bater. Ele só chega em casa nervoso com o mundo e sem grana e começa a te deixar para baixo por ser uma inútil que o deixou falido”.

Logo surgiram mais histórias usando a hashtag #Maybehedoesnthityou:

“Ele pode não te bater. Mas você já o viu socar tantas paredes e destruir objetos que se pergunta se você será a próxima”.

“Ele pode não te bater. Mas vai encontrar algo de errado em cada amigo que você tem para que você ache que ele é a única coisa boa para você”.

“Ele pode não te bater. Mas ameaça se matar toda vez que você fala em terminar ou dar um tempo”.

“Ele pode não te bater. Mas ele não para de te perguntar sobre seus relacionamentos passados e a julgar você por qualquer coisa que responder”.

“Ele pode não te bater. Mas ameaça sua segurança financeira, mina sua autoridade e constantemente diz que você não é nada sem ele”.

“Ele pode não te bater. Mas grita com você mesmo que você não tenha feito nada de errado”.

Agressão psicológica e emocional

Diante da repercussão, a hashtag ganhou reportagem no The Huffington Post, e no Brasil virou #Elepodenãotebater, que já conta com alguns depoimentos no Twitter. Veja:

Campanhas como essa são importantes para que mais mulheres possam se identificar em algumas situações como as relatadas e, percebendo que não estão sozinhas e que não são as únicas a passar por isso, se sintam mais encorajadas a sair derelacionamentos abusivos e até mesmo denunciar os agressores.

Violência contra mulher não é só física: você já foi vítima sem saber.

Fonte: http://www.bolsademulher.com/comportamento/ele-pode-nao-te-bater-mas-campanha-choca-ao-mostrar-outras-formas-de-violencia

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