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Empresas que investem em diversidade de gênero são mais propensas a ter lucros

As mulheres são maioria na população brasileira, no entanto, refletem uma história de luta por direitos políticos, econômicos e sociais. Elas, que não tinham acesso a ensino superior até 1879, ao voto até 1932, ainda precisam se organizar para reivindicar seus direitos. Muitas profissionais bem-sucedidas destacam a necessidade de ter grande resiliência para alcançar o desenvolvimento na carreira.

 A presença feminina no mercado de trabalho ainda avança a passos lentos, com salários mais baixos, menos vagas disponíveis e menos cargos de liderança. Para mudar esse cenário, um dos caminhos vem sendo ampliar o debate sobre o empoderamento das mulheres, com iniciativas em prol da diversidade. Com isso, há ganhos para todos. Resultados de estudos apontam melhores performances financeiras em organizações mais inclusivas.

 A consultoria McKinsey realizou uma pesquisa com mais de 1.000 empresas em 12 países sobre a relação entre a diversidade e o desempenho financeiro das companhias em 2017. A conclusão é que as empresas que investem em diversidade de gênero são 21% mais propensas a ter lucratividade acima da média do que outras organizações. As empresas também têm compreendido que ações que estimulem a troca de ideias entre estagiários, colaboradores e líderes contribuem para a felicidade e produtividade da equipe, que sente maior liberdade em compartilhar ideias inovadoras.

 A exemplo disso, profissionais da Bayer relatam o sucesso da criação do grupo chamado ALL IN, organizado pelas próprias mulheres da empresa com objetivo de promover a equidade de gênero e o respeito à individualidade, por meio do diálogo e do engajamento de todos para uma vida melhor. Trata-se de um espaço para trocas e aprendizado.

 “As mulheres foram muito subjugadas ao longo de décadas, então ainda há reflexos históricos nos dias de hoje. As mulheres precisam ter resiliência, continuar lutando por seus direitos e realmente mostrar seus resultados e contribuições dentro da empresa para obter o crescimento profissional. Por isso também acredito no potencial transformador que programas de diversidade podem ter no ambiente de trabalho, a exemplo da Bayer, para dar voz a todos e quebrar paradigmas culturais arcaicos”, defende Angélica Rigamonte, gerente de Estratégia e Governança para TI na Bayer.

 Angélica ingressou na empresa como líder de equipe – Suporte SAP há oitos anos, celebrados exatamente no dia 8 de março, mas afirma que já passou por situações discriminatórias em outras organizações. Assim como muitas brasileiras, Angélica já foi desclassificada em um processo seletivo por ser mulher. Participou de uma entrevista de emprego, foi finalista, mas não foi contratada porque o gerente simplesmente não gostaria de trabalhar com outra mulher no seu setor, com a justificativa de que “mulher fala muito”.

 Para superar os obstáculos, Angélica explica que sempre buscou participar de projetos mais desafiadores, se dedicando sempre para sua realização profissional.

 A agrônoma Paula Antunes também conta que, no início de sua carreira, precisou evidenciar seu trabalho para ter o reconhecimento esperado. Hoje, Paula é diretora da área de ensaios de P&D de novas moléculas na Bayer, na qual lidera uma equipe formada majoritariamente por homens. As informações geradas pela área possibilitam o desenvolvimento e registro de fungicidas, inseticidas, herbicidas e produtos biológicos.

 “Busco sempre uma postura de respeito e transparência, pois é fundamental para a construção de relacionamentos de confiança. Resiliência e garra para conquistar seu espaço são características importantes para o crescimento profissional, principalmente para as mulheres”, diz Paula.

 

Mês da Mulher

Durante o mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher, diversas empresas têm investido em ações para engajar suas equipes e discutir avanços e direitos das profissionais. Na Bayer, atividades e debates ocorrem ao longo do ano. No início deste mês, na 10ª Semana Bayer da Mulher, terapeutas com deficiência visual realizarão massagem. Além disso, o diretor de Comunicação da Bayer no Brasil, Paulo Pereira, irá mediar debate sobre empoderamento e protagonismo. O encontro irá reunir Chieko Aoki empresária nipo-brasileira, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels; Sarita Junqueira Rodas, CEO da empresa Junqueira Rodas e a primeira conselheira do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura); e Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora brasileira.

 Participantes

Chieko Aoki, empresária nipo-brasileira, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels.  Em dez anos, a empresária transformou a rede em uma das maiores cadeias hoteleiras do país  e benchmark em excelência de serviços no setor. Em 2013, foi classificada pela revista norte-americana Forbes como “a segunda mulher de negócios mais poderosa do Brasil”[3] e escolhida pelo jornal Valor Econômico dentre as melhores executivas brasileiras. Chieko participa de diversas organizações de âmbito privado e governamental, como o Conselho de Empresários da América Latina (CEAL), Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), grupo Brasil-Japão da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Academia Brasileira de Eventos, Associação do Centenário da Imigração Japonesa e de várias entidades ligadas ao turismo. Em 2006 foi eleita presidente do LIDEM – Grupo de Mulheres Líderes Empresariais e passou a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Marketing, entidade criada para integrar os melhores profissionais brasileiros.

 Sarita Junqueira Rodas não tinha como objetivo assumir a propriedade e os negócios da família, já que se formou em Direito e tinha o sonho de ser promotora de justiça. Em 2008, o pai faleceu e a irmã, que estaria sendo preparada para assumir os negócios, também faleceu seis meses antes. A mãe nunca havia trabalho e tinha 64 anos à época, por isso solicitou que Sarita liderasse a empresa. Desde 2014, ela é CEO da empresa Junqueira Rodas e, a partir disso, Sarita começou a participar de treinamentos internos e externos para entender melhor a citricultura e se preparar para o setor do agronegócio, antes pouco conhecido por ela. Com 25 anos, ela já tinha 3 filhos e teve que se divorciar, pois o marido não aceitou o novo modo de vida dela, como gestora no campo. Ao longo dos nove anos em que a empresa está nas mãos dela, a área produtiva já cresceu 20%, além da aplicação de mudanças tecnológicas e implementação de sistema corporativo, com definição de setor, avaliação de resultado, auditoria e segurança do trabalho. Sarita também é a primeira conselheira do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura). Para conhecer mais a Sarita, acesse a série Ser Agro É Bom: http://bit.ly/2BHGZNp.

 Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora brasileira. Também é palestrante em assuntos como relacionamentos afetivos e sexualidade. Autora de onze livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller A Cama na Varanda, com mais de 50 mil cópias vendidas. Exerce ampla atuação na mídia, como colunista (blog no portal UOL, coluna semanal no jornal O Dia-RJ)[3] cronista (na rádio Metrópole (Salvador) e consultora (no Programa Amor & Sexo, Rede Globo). Realiza palestras em todo o Brasil e trabalha no consultório particular com terapia individual e de casal. Foi professora da cadeira de Psicologia e Comunicação, do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, quando criou a cadeira de Dinâmica de Grupo.

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