psicologia

Como lidar com o luto?

O luto é uma das dores emocionais mais intensas que nós não gostaríamos de lidar, porém, a maioria terá de encarar em determinado momento da vida. Anteriormente, fizemos um texto explorando um pouco sobre o processo dar dores de luto luto, mas o que podemos fazer para a superar essa dor?

Segundo o médico psiquiatra Dr.Leonardo Verea, o luto é um processo complexo, sendo que o período mais difícil é sempre o primeiro ano, onde as pessoas lidam com sentimentos que oscilam como tristeza, angústia, medo e abandono.

“Além disso, o corpo pode ter manifestações físicas de doenças psicossomáticas, como problemas de estômago, alergias, inflamações e até câncer. Além disso, o choque da perda pode trazer emoções fortes que faz o processo de luto ser vivenciado como um trauma, onde a pessoa pode ter sintomas semelhantes a Transtorno de Estresse Pós Traumático, com níveis de ansiedade alto com manifestações físicas e psíquicas que traz a pessoa sensações de perigo e ameaça eminente como se o evento estivesse acabado de ocorrer.”

Verea diz que a pessoa que está em luto deve buscar o apoio da família e amigos para manter a rotina. Já no trabalho, a volta precisa ser gradual.

“Como sabemos, o luto é um processo único e pessoal, esbarrar em situações dolorosas e aprender a lidar com elas é imprescindível para o amadurecimento emocional e psíquico. Em geral, experiências que implicam perda imediata causam sofrimento e frustração, mas resultam em ganho no desenvolvimento posterior.”

Caso a pessoa que esteja passando o luto seja uma criança, Verea defende que é necessário ser claro e que respeite seus sentimentos, já que se a criança percebe que há uma desvalorização do que ela sente ou que há uma ocultação de informações, isso pode ficar no inconsciente e esse sentimento será novamente acessado em novos processos de luto.

“É necessário esclarecer a criança, que as pessoas mortas não voltarão e que todos um dia morrerão, inclusive ela própria, ainda que não se saiba quando e como. Explicar que a morte de alguém querido não significa que a criança ou as pessoas próximas desaparecerão ao mesmo tempo. Deve-se convidar a criança a participar dos rituais e compartilhar sentimentos, pois poupá-la da vivência e sonegar informações pode causar insegurança e deflagrar comportamentos autodestrutivos.”

Neste período de intensa dor emocional, é válido procurar a ajuda de um psicólogo para auxiliar na diminuição dos sentimentos negativos e também para que a pessoa supere mais rápido, especialmente se há uma intensidade exagerada e disfuncional, prejudicando não só a própria pessoa, mas também aqueles que estão a sua volta. O profissional vai ajudar a pessoa à “organizar” os sentimentos e também elaborá-los com mais eficiência.

O luto é a transição de um vínculo estabelecido para o fim dele e a dor é inevitável. No entanto, assim como nossas feridas físicas, a emocional também tem um começo, meio e fim.

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