psicologia

Relacionamentos abusivos: conheça os sinais

Estima-se que 3 a cada 5 mulheres já viveram um relacionamento abusivo, mas este tipo de abuso não necessariamente ocorre apenas entre casais, podendo acontecer de um pai para filho, de filho para pai, de filha pra mãe, casais homoafetivos, e qualquer relação onde há duas pessoas.

O relacionamento abusivo se caracteriza por uma vítima e um agressor, sendo que este último utiliza de artifícios emocionais ou até mesmo físicos para tentar dominar outro. Este é o estopim para que a relação entre duas pessoas deixe de ser saudável e, caso não seja imediatamente corrigida, pode evoluir ao ponto de chegar a crimes passionais.

De acordo com a Dra. Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana, há alguns padrões de comportamento para identificar se a pessoa está neste tipo de relacionamento:

  1. A primeira coisa que um agressor faz é destruir a autoestima da outra pessoa, fazendo diversos tipos de jogos psicológicos.
  2. Distorcem a realidade e fazem a vítima se sentir culpada pela agressão sofrida. Deste modo, a vítima começa a ter uma percepção distorcida de si. Quanto mais oprimida, mais passiva a pessoa tende a ficar, até se tornar completamente impotente, pois fica convencida pelo agressor de que ela está errada e é a culpada pelos problemas no relacionamento.
  3. Chantagem emocional é muito comum para manipular as circunstâncias. O chantagista conhece os pontos fracos da vítima e se utiliza de sentimentos como o medo e a culpa para manipular pessoas a fazerem o que ele quer. Frases como “Se você não fizer isso, nunca mais vou perdoar você” ou “Nunca mais falo contigo se você não fizer isso por mim” são comuns.
  4. O chantagista pode demonstrar um falso arrependido e dizer que nunca mais cometerá o mesmo erro, ganhando a confiança do outro, e depois usando-o novamente.

As pessoas tendem a associar os relacionamentos abusivos tendo a mulher como vítima e o homem como agressor, mas como dito antes, eles não se restringem apenas a casais, mesmo que sejam os casos mais recorrentes. As relações abusivas entre pais e filhos também são comuns, seja quando os pais perdem o papel de autoridade com a falta de imposição de limites, ou quando os próprios pais utilizam de artifícios como violência física desde criança.

“A vida social é inerente ao ser humano e as relações de trabalho, estudo e lazer fazem parte do nosso dia a dia, e nem sempre podemos escolher com quem trabalhamos ou estudamos.” – diz a dra Aline Machado.

Em qualquer dos casos, os relacionamentos abusivos começam da mesma forma: xingamentos e gritos, humilhações e a violência psicológica, envolvendo manipulação e controle.

Não é fácil sair de um relacionamento abusivo, ainda mais quando já é um relacionamento de longa data. A pessoa que é vítima de um relacionamento abusivo precisa de ajuda profissional que possa auxiliá-la a identificar o problema e superá-lo, principalmente quando esses relacionamentos deixam traumas mais profundos e que afetam uma ou mais áreas da vida.

“Relacionamentos são sempre um desafio e para termos relacionamentos saudáveis é preciso impor limites ao outro e entendermos que nós também precisamos de limites. Isto implica inclusive saber lidar com as relações quando detemos alguma posição de poder”

Aprender a dizer ‘não’ é necessário, e saber aceitá-lo também. Se você se identificou com as situações citadas, procure ajuda profissional. Não desista de você!”

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