Felicidade: um olhar da psicologia
comportamento, psicologia

Felicidade: um olhar da psicologia

Todas as nossas escolhas, relações, ambições profissionais ou metas levam a um único ponto de nossa vida: ser feliz. A felicidade é algo que entendemos facilmente pelo sentimento, mas quanto mais a fundo vamos no assunto para explicá-la, mais complexa ela se torna, já que envolve fatores biológicos, psicológicos, filosóficos, sociológicos etc.

Freud, o pai da psicanálise, entende em seus estudos que a felicidade é um “conceito líquido”, onde as pessoas estão em busca da parte que lhe falta. A ausência de sofrimento ou o alívio dele também resulta em felicidade, e podemos dar um exemplo muito simples: quando uma pessoa está muito apertada para ir ao banheiro urinar, não “se aguentando”, e ela encontra uma cabine e alivia aquela tensão, vem um sentimento de felicidade na hora.

Antes dele, Aristóteles dizia há dois mil anos que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude. Mais recentemente, o professor de psicologia Daniel Gilbert associa a felicidade a bem estar, enquanto a pesquisadora Brené Brown procurou o núcleo da felicidade e em uma pesquisa e concluiu que as pessoas felizes sempre afirmavam que não precisavam de muito para ser feliz. No entanto, mesmo sendo um assunto com várias vertentes, sabe-se que há um passo fundamental para chegar até ela: o autoconhecimento, e aqui um psicólogo pode ajudar a pessoa a ter uma vida mais feliz.

Todos nós passamos por momentos de infelicidade, e eles são necessários para amadurecermos, compreendermos melhor o outro e fazem parte da vida. Entender que o sofrimento faz parte da nossa história e aceitá-lo é a melhor forma de retornar para a felicidade.

Tal Ben-Shahar, professor de psicologia positiva em Harvard, dá algumas sugestões para que a pessoa seja mais feliz:

  1. Permitir-se ser humano: A busca de felicidade não exclui sentimentos que socialmente considera-se negativo. Aceitar-se como uma pessoa que pode errar, sentir raiva, rancor, mágoa, mas que busca melhorar sempre, é um passo para ser feliz.
  2. Simplificar a vida: No mundo de hoje, temos que ser muito eficientes e “o melhor” em tudo. Excelente profissional, corpo “de academia”, tirar excelentes notas na faculdade, ser muito bem sucedido na carreira, ganhar muito dinheiro, estar presente na vida dos filhos, uma boa convivência com o cônjuge etc. Tudo isso é fonte de muito estresse e, ao invés de te deixar mais feliz, pode ter o efeito oposto. Diminuir certas atividades e obrigações, simplificando a vida, aumenta a percepção da felicidade. Faça menos coisas, mas com mais qualidade.
  3. Tempo vale mais que dinheiro: precisamos de dinheiro para suprir nossas necessidades e vivermos uma vida digna. No entanto, muitas pesquisas mostram que uma pessoa, após ter suas necessidades supridas, não precisa de mais dinheiro. Uma pessoa que ganha R$ 1.000, porém passa a ganhar R$ 10.000, provavelmente terá mais qualidade de vida e será uma pessoa mais feliz. No entanto, a diferença entre uma pessoa que ganha R$ 10.000 e R$ 100.000 já não muda de modo tão drástico. Além disso, se essa pessoa ganha todo esse dinheiro, porém não tem tempo de qualidade para outras atividades, ela tende a ser menos feliz.
  4. Prática de exercícios físicos: mente sã em corpo são se aplica aqui. Quem pratica exercícios com regularidade tende a ser mais feliz, até por liberar neurotransmissores como endorfina e dopamina. Dê preferência aos exercícios aeróbicos.
  5. Mindfulness: Estar focado e atento ao momento presente tende a aumentar a sensação de felicidade. Diversos estudiosos já concluíram que boa parte dos nossos estados emocionais negativos se dão por deslocarmos nossa mente do presente. Em termos gerais, a depressão seria “excesso de passado”, enquanto a ansiedade é “excesso de futuro”. O ideal é viver o hoje, tendo o passado e o futuro apenas como referências.

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