Rivalidade na família: quando a mãe assume o papel da "madrasta" dos contos de fadas
comportamento, psicologia

Rivalidade na família: quando a mãe assume o papel da “madrasta” dos contos de fadas

A psicologia familiar é cheia de tabus e com diversos tipos de temas que são evitados e mascarados “a todo custo”, como a preferência do pai ou da mãe; o desejo oculto dos pais de se livrar da criança para ter um momento a sós e, numa idade mais avançada dos filhos, é comum que haja uma espécie de competição.

Segundo o psicólogo Flávio Gikovate, não é uma regra que a rivalidade aconteça, mas vemos com certa frequência nos mais variados tipos de família. Isso acontece porque a vaidade da mãe é atacada, pois no mesmo período em que a filha está se tornando uma mulher adulta, com seus 18, 19, 20 anos, a mãe também está entrando em uma outra fase da vida, perto dos 50. Nesse período que vemos as mães querendo ir para as mesmas baladas que as filhas, seduzem os mesmos homens, e até mesmo ficam com inveja quando a filha consegue um namorado. A beleza e a juventude da filha começam a incomodar a própria mãe.

Gikovate faz uma analogia dessa rivalidade na figura da madrasta dos contos de fadas, que é sempre aquela figura materna que rivaliza com a enteada. Talvez por essa razão que nessas histórias não haja uma “mãe”, sendo sempre o pai e a madrasta, onde a vilã é sempre uma mulher solitária que perde o seu marido, e também o próprio espelho diz que a beleza dela já não é tanta assim. Uma analogia ao processo de envelhecimento.

Entende-se que a primeira dificuldade para que as pessoas superem essa rivalidade é simplesmente reconhecer que, de fato, exista essa disputa. Segundo a psicanalista Marina Ferreira da Rosa Ribeiro, “as mães também têm suas limitações” e ela endossa o discurso de Gikovate, dizendo que “as mães que sustentaram as suas vidas na beleza, por exemplo, ao chegar à terceira idade, têm dificuldades em tolerar a juventude das filhas”.

Nessas horas, uma boa terapia familiar pode ajudar mães e filhas a terem uma relação mais harmônica. Até porque o amor continua existindo independente da rivalidade que possa surgir entre as duas. Além disso, apesar do texto falar sobre relação entre mãe e filha, isso pode acontecer entre pais e filhos, tios e sobrinhos, ou qualquer relação que haja uma hierarquia ou diferença de geração.

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