Transtorno de Acumulação: quando o excesso de objetos tentam preencher um vazio emocional
comportamento, psicologia

Transtorno de Acumulação: quando o excesso de objetos tentam preencher um vazio emocional

O Transtorno de Acumulação é quando a pessoa, geralmente mais idosa, têm o hábito de acumular objetos de modo exagerado, vivendo em um ambiente lotado, que pode ocasionar uma perda da qualidade de vida. O acúmulo pode resultar em problemas de insalubridade, vidros quebrados, goteiras, presença de baratas e ratos e até incêndios.

Quem tem TA pode acumular qualquer tipo de objeto, como os decorativos, jornais, revistas, móveis, roupas, embalagem de alimentos, sacolas plásticas, caixas de papelão, caixas ou papel de presente, fotografias, utensílios de cozinha, alimentos, panfletos, recipientes para guardar comida ou objetos, entre outras posses.

É diferente dos colecionadores, que o fazem por prazer e de modo organizado e as posses recebem o máximo de cuidado o possível. Quem tem TA não se desfaz dos itens acumulados, mesmo quando eles não tem utilidade.

Segundo a Vittude, as pessoas que têm esse hábito geralmente o fazem para suprirem uma necessidade emocional. Alguns acumuladores creem que possuir certos objetos modifica sua imagem perante a sociedade e que, sem eles, não conseguirão ser vistos como queridos ou importantes. Esses itens também podem ter propósitos supersticiosos. O diagnóstico do transtorno acumulativo compulsivo é feito com base nos seguintes critérios:

  • Dificuldade extrema de descartar ou se desfazer de bens;
  • Necessidade de guardar objetos consigo, independentemente do valor monetário;
  • As posses acumuladas congestionam ambientes da casa e causam desorganização, interferindo no uso de áreas de convívio; e
  • Sentimento de angústia com a possibilidade de precisar se desfazer de bens e/ou da acumulação excessiva.

O tratamento se dá com sessões de psicoterapia, tanto individual quanto familiar. Como a condição afeta todos os membros de uma família, é importante que a terapia envolva os entes queridos. É comum que quem tem esse transtorno inicie o tratamento contra a própria vontade, mas é importante encorajá-la a fazê-lo, e ao longo do processo há uma conscientização e a percepção de que a pessoa está vivendo de forma inadequada. O psicólogo fará a pessoa entender que as pessoas podem nutrir bons sentimentos e guardar boas lembranças sem precisar do acúmulo.

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