comportamento

Até que ponto nossa personalidade é “normal” e quando ela vira um transtorno?

No blog já exploramos muito sobre os diversos tipos de transtornos de personalidade, mas você já parou para pensar sobre o que são eles? Basicamente, eles se caracterizam por padrões de interação interpessoais que desviam muito da norma, fazendo com que o desempenho do indivíduo na área emocional, profissional e privada fiquem comprometidos.

Eles não devem ser confundidos com doenças mentais, que são disfunções da atividade cerebral que podem afetar o humor, o raciocínio e o comportamento do indivíduo. O transtorno de personalidade é relacionado aos juízos morais do paciente, onde o “modo dele ser” é disfuncional tanto para ele próprio, quanto para a sociedade. Sofrem e fazem sofrer.

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV,há alguns critérios gerais de diagnósticos, que incluem:

A. Comportamento e experiências que se desviam consideravelmente do que a cultura vigente espera. Esse padrão é manifestado em duas (ou mais) áreas seguintes:

  1. cognição (percepção de si mesmo, dos outros ou de eventos)
  2. afeto (o alcance, a intensidade, a maleabilidade e a conveniência das respostas emocionais)
  3. funcionamento interpessoal
  4. controle do impulso

B. O comportamento é inflexível e invasivo, com alcance em ampla gama de situações pessoais e sociais.

C. O comportamento leva clinicamente a um significante desconforto e prejuízo nas áreas de funcionamento social e ocupacional, ou outra área importante de funcionamento.

D. O padrão é estável, de longa duração e deve iniciar, pelo menos, na adolescência ou início da idade adulta.

E. O comportamento não pode ser identificado como uma manifestação ou consequência de outra doença mental.

F. O comportamento não pode ser identificado como uma manifestação ou consequência de causas fisiológicas como abuso de substâncias ou uma condição médica geral tal como dano cerebral.

Dentro dos transtornos de personalidade há três segmentos básicos, o “Cluster A“, que são as pessoas excêntricas e estranhas, frios emocionalmente, inexpressivos, distantes e muito desconfiados; o “Cluster B“, que são as pessoas dramáticas, impulsivas, rebeldes, sedutores, imprevisível, egoístas e muito intolerante às decepções; e o “Cluster C“, que são o grupo dos medrosos, ansiosos, frágeis, dependentes, fóbicos e com tendência a serem submissos, organizados, obedientes e evitam quebrar regras ou rotinas.

É importante ressaltar que, segundo uma entrevista da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva à Leda Nagle, não existe cérebro “perfeito”.

“De perto ninguém é normal mesmo. Não existe esse cérebro perfeito que as pessoas ‘batem no peito’ para dizer: ‘eu sou normal’. Todo mundo tem um cérebro que funciona melhor numa área, menos na outra (…), mas nem tudo é transtorno. Pode haver apenas traços”

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