psicologia

10 fatos surpreendentes sobre rejeição

Ninguém gosta de se sentir rejeitado, e por isso tendemos a ignorar aqueles que falam coisas boas sobre nós e focamos em quem diz algo ruim sobre nós.

Basta colocar uma foto em uma rede social e ter 20 comentários te elogiando e apenas um ofendendo ou dizendo educadamente que aquele ângulo não foi muito favorável que você irá prestar atenção justamente naquele. Mas por que isso acontece?

Segundo o psicólogo da Universidade de Nova Iorque, Guy Winch, em um artigo escrito para o canal Psychology Today, há várias conclusões interessantes sobre como a rejeição afeta nossa vida.

  1. A rejeição ativa as mesmas áreas da dor física no cérebro: estudos de ressonância magnética mostram que a pessoa rejeitada sente uma dor semelhante a uma dor física, atingindo as mesmas áreas.
  2. Tylenol reduz a dor da rejeição: considerando que ele atinge as áreas do cérebro da dor física, fizeram um experimento dando tylenol para um grupo e uma pilula de açúcar para outro grupo e, logo em seguida, que eles recordassem uma experiência dolorosa com rejeição. As pessoas que tomaram Tylenol tiveram menos dor emocional.
  3. Rejeição funcionou para nossa evolução: os psicólogos acreditam que o cérebro desenvolveu um sistema de alerta precoce para nos alertar quando estávamos em risco de ostracismo, pois dificilmente sobreviveríamos sozinhos por muito tempo. Isso significa que aqueles que se sentiam mal por serem rejeitados eram mais propensos a corrigir seu comportamento e mais propensos a permanecerem numa tribo.
  4. Lembrar da rejeição faz você experimentar a dor novamente: se você lembrar de algum episódio em que você teve uma dor física, seu cérebro não responderá com a mesma dor. No entanto, lembrar de uma rejeição que você teve no passado faz com que seu cérebro ative as mesmas sensações daquela época.
  5. Rejeição desestabiliza nossa “necessidade de pertencer”: Somos seres sociáveis e precisamos pertencer a um grupo para termos nosso emocional com algum nível de estabilidade. Quando somos rejeitados, nos sentimos desestabilizados e essa falta de conexão aumenta nossa dor emocional. Se aproximar de pessoas que nos amam e nos aceitam do modo que nós somos, alivia a dor emocional após uma rejeição. Portanto, ao se sentir rejeitado por um grupo de pessoas, é importante reconectar com outras pessoas e não ficar sozinho.
  6. Rejeição cria surtos de raiva e agressividade: um estudo feito em 2001 e publicado no relatório da Surgeon General of the US afirmou que a pessoa rejeitada representa um risco maior para os adolescentes se tornarem pessoas violentas, mais do que as drogas, pobreza ou associação a gangues. Tiroteios em escolas, violência contra mulheres, e trabalhadores demitidos que ficam “loucos” são exemplos da ligação entre rejeição e agressão.
  7. Rejeição também faz a gente destruir nossa própria autoestima: quando a pessoa não “explode” como citado no ponto 6, ela tende a “implodir”. Em rejeições românticas, por exemplo, a gente começa a procurar e evidenciar defeitos que nós temos em nós mesmos. Começamos a culpar a nós mesmos, e nós atacamos nossa autoestima também.
  8. Rejeição reduz o seu QI: Ser convidado a lembrar de uma experiência de rejeição e revivê-la foi o suficiente para que as pessoas tivessem uma pontuação menor em testes de QI, memórias de curto prazo e testes de tomada de decisão.
  9. Rejeição não responde a razão: Alguns participantes foram colocados em um experimento onde eles eram rejeitados por estranhos. Os rejeitados eram informados de que aquela rejeição não era uma rejeição de fato, mas mesmo assim, a dor emocional sentida pelos participantes foi a mesma.
  10. Há formas de tratar as feridas psicológicas provocadas pela rejeição: há muitas técnicas para tratar a dor emocional que a rejeição causa e evitar repercussões psicológicas, emocionais, cognitivas e de relacionamento. Para isso, é necessário abordar cada uma das feridas emocionais individualmente e, nessas horas, um psicólogo pode te ajudar.

No reino animal, assim como nas sociedades humanas primitivas, o ostracismo pode levar à morte devido à falta de benefícios de proteção e acesso a recursos alimentares suficientes do grupo. Viver longe da sociedade significa não ter um parceiro, portanto, ser capaz de detectar o ostracismo seria uma resposta altamente adaptativa para garantir a sobrevivência e a continuação da linha genética.

Desse modo, as pessoas são motivadas a remover essa dor com comportamentos que visam reduzir a probabilidade de outros os rejeitarem e aumentar seu status de inclusão.

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