comportamento

Invalidação Familiar: quando a família faz “pouco caso” do sofrimento ou da conquista

A invalidação familiar é considerada mais um tipo de bullying para as crianças, sendo o que chamamos de “maus-tratos invisíveis”. Basicamente, é quando aqueles que precisavam cuidar e ter atenção com as crianças e adolescentes, como pais e avós, acabam negligenciando e minimizando o sofrimento, não dando a atenção adequada e fazendo “pouco caso”.

Ignorar o outro e até mesmo mimar excessivamente e fazer as coisas pelo outro são formas de invalidação, demonstrando que não há conexão na fala com o evento em si.

Todo mundo sofre em colégio”, “Isso é drama”, “Já te ouvi, quer que eu faça o que?!”, “Vai lá e resolve você mesmo”, “Agora não posso te dar atenção que estou muito ocupado, tá?!”, “Esse teu medo é besteira”, “Quando você crescer, não terá nada disso” são frases comuns de pessoas que invalidam a dor emocional da criança. Às vezes um olhar para cima também demonstra a falta de importância que a pessoa dá aquela situação, ou uma risada e um sorriso quando o outro apresenta um sofrimento também são sinais de invalidação emocional.

O outro extremo também se faz verdadeiro, quando uma criança tira uma nota alta na escola ou se destaca em alguma atividade e ela vai feliz contar para os pais e eles dizem “não fez mais do que sua obrigação” ou então um “Ah…legal, mas agora estou ocupado”, também são formas de invalidação.

Alguns estudos mais recentes demonstram que a invalidação emocional pode acabar desencadeando transtornos de personalidade como o borderline, narcisista, ou algum outro pertencente ao cluster B, onde a pessoa dramatiza numa tentativa de chamar a atenção. Paradoxalmente, a pessoa invalidada tende a expressar emoções de maneira cada vez mais intensa, desenvolvendo baixa tolerância a frustração e ficando com respostas emocionais fáceis, o que reforça o comportamento de invalidação, e este ciclo tóxico leva a pessoa invalidada na infância a desenvolver uma personalidade disfuncional na vida adulta.

A solução para isso por parte dos pais é simplesmente validar o que a criança está sentindo. Se ela está preocupada, pergunte a razão pela qual está; se ela está triste, converse com ela e procure entendê-la, dando a importância necessária para que a criança não cresça se sentindo desvalorizada. A validação não acabará com o sofrimento, mas ajuda a pessoa a se sentir melhor e ela sente que pode contar com o apoio dos outros. O sofrimento ou a conquista dela precisa ser validada para que ela sinta que é importante.

Já uma pessoa que está em uma fase adulta e sente que foi invalidada durante a infância, deve procurar um psicólogo para que ela regule melhor suas emoções.

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