comportamento, psicologia, relacionamento

Relações Abusivas: como se libertar de um “amor” que te destrói?

No blog, já exploramos os tipos de relacionamento abusivo, quais são os sinais, além de também das quatro etapas do ciclo do abuso. Estima-se que 3 em cada 5 mulheres brasileiras já tenham vivenciado ou estão vivendo essa experiência, sendo que o ciclo passa por quatro etapas:

  1. Tensão: após um período feliz, começa a tensão, geralmente com uma “pergunta inocente” que incomoda ou com alguma coisa sem importância sendo a razão suficiente para colocar um clima ruim no ambiente. Frases comuns são “eu só estou perguntando….”, “ficou incomodada por quê?!”, “por que fez isso sem me avisar?!”;
  2. Incidente / Afastamento: são as brigas, xingamentos, tentativa de rebaixar o outro, intimidação, ameaças e culpabilização. Em casos graves, há agressões físicas e, mesmo o abusador agredindo e sendo o responsável pelas brigas, ele faz a vítima se sentir culpada. Frases comuns após esses momentos são: “não dá mais!”, “agora separo definitivamente”, “não quero vê-lo nunca mais”, “cheguei ao meu limite!”, “depois dessa não tem mais volta”;
  3. Reconciliação: Após um período afastados, a dor do vazio emocional começa a afetar a vítima e o abusador e ambos retomam algum tipo de contato até se reconciliarem. O abusador se demonstra arrependido de seus comportamentos e diz coisas como “nunca mais vou me comportar desse jeito”, “por amor a você, vou procurar melhorar”, “nós temos só nós dois”, “as pessoas não entendem a gente” etc. A vítima também diz que vai procurar “relevar mais” e começa a fazer esforços cada vez maiores para evitar brigas;
  4. Calmaria: conhecido também como “lua-de-mel” dos relacionamentos abusivos, as pessoas vivem um curto período aparentemente feliz, depois volta para o ponto um e o ciclo se repete.

Cada vez que o ciclo retorna, a vítima vai ficando mais frágil emocionalmente e mais passiva diante das situações. Além disso, é comum que o abusador afaste a vítima de amigos e familiares para ele ter mais domínio sobre a pessoa, além de que o próprio ciclo do abuso faz as pessoas se afastarem por não saberem como agir diante daquele casal.

No entanto, mesmo com a consciência de que o relacionamento é tóxico e que causa muitos prejuízos emocionais e psíquicos tanto para quem é abusado quanto para as pessoas mais próximas, como a família ou filhos, a vítima não consegue largar do seu cônjuge. Isso acontece por uma série de razões:

  • Dependência emocional: a vítima fica tão presa dentro da relação que ela sente que não pode fazer nada sozinha. Nos momentos de afastamento do ciclo do abuso, a dor do vazio é tão grande que ela sente que o relacionamento tóxico é melhor que a solidão. ;
  • Culpa: mesmo sabendo racionalmente que ela não tem culpa do que acontece, é comum que ela se sinta responsável pelos erros do abusador. Como se ela “desse razões” para que o abusador tenha as atitudes abusivas;
  • Autoestima baixa: diretamente relacionado aos outros dois pontos, a pessoa se sente inútil e crê que não tem outra solução para o caso;
  • “Bons momentos”: como dito no ponto 4 do ciclo do abuso, a vítima fica apegada aos bons momentos, mesmo que sejam minoria;

Nesses momentos, é imprescindível que a pessoa busque um psicológo, em especial os especializados em relações abusivas, para que ela consiga fortalecer o lado emocional para conseguir sair desse sistema.

No entanto, algumas medidas podem te ajudar a sair dessa situação, como não se isolar só com a pessoa abusiva e conversar com amigos e familiares; pedir ajuda de pessoas de sua confiança; se informar sobre o tema lendo livros e vendo vídeos; começar a criar condições para ter seu próprio dinheiro e uma reserva no banco para ter uma independência financeira; diminuir a romantização do relacionamento; na separação ter contato zero; mudar de rotina e procurar focar a atenção exclusivamente em você são alguns passos para sair do ciclo.

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