comportamento

Vale a pena manter um casamento tóxico pelo bem dos filhos?

Um motivo de angústia para um casal que está em um relacionamento tóxico é como os filhos irão reagir caso haja uma separação. Afinal, é comum que os pequenos sejam apegados ao pai ou a mãe, e um rompimento entre os progenitores pode ser motivo de sofrimento e até render traumas psíquicos. Por outro lado, um ambiente em que há constantes brigas entre os pais pode render danos emocionais ainda maiores, resultando em uma personalidade insegura e podendo causar disfunções sociais na fase adulta.

Mesmo nas casas em que as brigas de casal não são perto das crianças, elas são sensíveis para perceber que “algo está errado”, mesmo que não entendam racionalmente o que está acontecendo. Nessas horas, é importante que os pais busquem avaliar o que é melhor para os filhos, já que manter um casamento infeliz demonstra, a nível inconsciente, que as coisas são dessa forma e eles tenderão a repetir este padrão de comportamento no futuro.

Até hoje, a separação é vista como algo negativo e até mesmo um tabu devido aos valores sociais que temos. Há poucas décadas atrás, quando um casal se divorciava eles enfrentavam um grande estigma social, especialmente a mulher, como se ela fosse a responsável não só pela separação como também por “desestruturar a família”.

No entanto, os profissionais de psicologia entendem que a separação marca uma etapa de transição na vida desse ex-casal para que coisas novas surjam para ambos. Não vale a pena manter um casamento abusivo, onde há traições, brigas, gritos, controle excessivo e até mesmo violência física em prol dos filhos, até mesmo porque no futuro é capaz deles cobrarem dos pais a razão pela qual eles não se separaram. As crianças não terão um psiquismo saudável em um ambiente que não seja saudável.

Quando a separação é feita com cuidado e inteligência, o efeito pode ser muito positivo para as crianças e elas aprendem a lição de que nem todos os casamentos dão certo e que a melhor opção nesses casos é o rompimento. Fora que criar filhos em casas separadas evidencia novas vivências e a ligação não se dá mais pelo matrimônio, mas sim pela relação sadia entre os pais separados.

Com informações de Constelação Clínica

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