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Dependência química: quando o uso de drogas se torna um problema para você e para os outros ao redor?

Drogadição, ou dependência química, são termos genéricos que designam qualquer modalidade de vício bioquímico do ser humano em algum tipo de droga, podendo ser as lícitas, como remédios, emagrecedores tarja preta, bebidas alcoólicas, cigarros etc ou ilícitas, como cocaína, crack, meta anfetamina etc. Em medicina, constata-se que o adicto é aquele que não consegue abandonar um hábito nocivo a saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem quatro tipos de usuários de drogas: o experimental, aquele que usa apenas uma vez na vida para sentir qual o efeito; o eventual, que faz isso em momentos muito esporádicos ao longo da vida; o frequente, que como o nome sugere, faz uso recorrente de substâncias em finais de semana ou em eventos sociais; e o dependente, que é aquele que faz uso problemático das drogas e não consegue largar. Geralmente, as pessoas vão aumentando o consumo de drogas progressivamente, se iniciando como usuários eventuais, se tornando frequentes e, sem perceber, se tornam dependentes. Cada droga tem um poder de adição diferente.

Existem diversos tipos de dependência, e elas podem ser subdivididas em três categorias principais:

  • Adição Psíquica: É quando a pessoa utiliza as drogas para aliviar suas tensões e ter uma sensação de bem estar. A pessoa busca a substância para o aumento da capacidade mental e física, ter mais disposição, reduzir a ansiedade ou inibir o estado deprimido. Na ausência, a pessoa tende a sentir ansiedade, sensação de vazio e dificuldades de concentração.
  • Dependência Física: É quando o organismo se adapta a utilização da substância e desenvolve tolerância ao uso dela, necessitando doses cada vez maiores para ter o efeito inicial. Nem todas as drogas causam essa dependência, mas algumas se caracterizam particularmente por este componente, como álcool, o cigarro e os opioides. Na ausência da droga ou na diminuição brusca do uso, a pessoa pode ter tremores, náuseas, vômitos, delírios e, em casos extremos, pode levar até a morte.
  • Toxicomania: É o nível mais grave da adição, onde o indivíduo sente uma vontade incontrolável de utilizar substâncias químicas e combina a adição psíquica com a física devido ao uso excessivo de drogas, resultando em problemas comportamentais, sendo muito agressivos e também apresentando quadros de depressão profunda. Neste caso, há danos cerebrais irreversíveis dependendo da droga utilizada, e consequências sobre a vida cotidiana da pessoa, tanto a nível emocional, quanto social e econômico.

Um dependente químico, em especial o toxicomaníaco, precisa de um tratamento multidisciplinar com psicólogo, psiquiatra, e uma sólida base familiar e social para sair dessa condição. É um processo demorado que necessita de esforço e dedicação de todas as partes envolvidas.

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