psicologia

Justiceiro: aquele que se sente injustiçado e deseja punir seus algozes à margem da lei

Um justiceiro, ou em termo mais populares, pessoa que faz “justiça com as próprias mãos”, é aquele que é tomado por sentimentos de injustiça em relação às ocorrências e decide agir à margem da lei, como forma de punir os autores dos crimes.

Segundo a doutora em Sociologia Joyce Pescarolo, em uma entrevista ao Gazeta do Povo, “a não credibilidade das instituições e a sensação de impunidade promovem no cidadão a noção de que ele não tem a que instância recorrer”. Ou seja, eles sentem que, após um crime praticado, a pessoa “não colheu o que plantou”.

A teoria mais aceita é de que, desde a época das cavernas, o homem primitivo já tinha um sentimento de vingança para se proteger. Não havia um procedimento jurídico para julgar e aplicar uma pena, não restando um limite na punição aplicada, indo até onde a vítima ou o grupo em que estava envolvido se aliviada no contra prazer pelo dano.

Segundo Friederich Nietszch em seu livro “Geneaologia da Moral”, o “fazer sofrer era altamente gratificante, na medida em que o prejudicado trocava o dano, e o desprazer pelo dano, por um extraordinário contra prazer: causar o sofrer”.

Ao longo das épocas houve uma evolução das sociedades no mundo inteiro, e elas passaram a criar regras para punirem os autores dos crimes de modo justo, considerando os valores de cada grupo. Atualmente, fazer justiça com as próprias mãos não é direito do indivíduo, e sim do poder judiciário, e a pessoa pode ter uma detenção de três a seis meses, ou multa, caso pratique o ato justiceiro.

Mas como lidar com o sentimento de injustiça quando alguém nos faz um mal e sentimos que ela não recebeu a punição adequada? Nessas horas um bom psicólogo pode te ajudar a ver que a autoestima não necessita deste recurso externo para ser reparada. Os psicólogos entendem que aquele te trata mal ou te prejudica de alguma forma apenas o faz porque ele próprio não tem uma mente saudável. A consequência para um crime ou um ato negativo é necessária, mas dentro das regras da sociedade.

Já diria o filósofo Jean-Paul Sarte: “Não importa o que fizeram a você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram a você”.

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