psicologia

Abandono Parental: quando os pais estão presentes fisicamente, mas são ausentes

O abandono parental na infância traz consequências devastadoras para a construção da personalidade de uma pessoa, podendo desencadear transtornos comportamentais na adolescência e na fase adulta.

Isso porque entende-se que a infância é uma das fases mais importantes para o desenvolvimento sadio do lado psíquico, e as vivências negativas deste período trazem uma série de influências negativas, mesmo que a pessoa não tenha consciência no futuro.

Por mais que as pessoas associem o abandono parental com a simples “ausência física”, existem diversas formas menos óbvias dos pais abandonarem seus filhos, incluindo:

Abandono afetivo: É quando os pais negam o cuidado e a responsabilidade sobre o filho, sendo indiferente ou distante. É como se o pai ou a mãe tivesse se “arrependido” em ter o filho, mas como “não tem como se livrar”, já que “filho é para sempre”, eles acabam manifestando o desejo de que seu descendente não existisse de outras formas. O abandono afetivo pode englobar a recusa de cumprir atividades simples, como ajudar no dever de casa, não dar atenção quando a criança fala, não alimentá-la adequadamente, e até mesmo palavras ásperas ou xingamentos. Frases como “Eu já ouvi”, “Tá bom, tá bom, agora me deixa aqui que estou ocupado”, “Agora não posso te dar atenção, estou muito atarefado” são comuns;

Abandono material: Como o nome sugere, é quando a figura parental deixar de cumprir com suas obrigações de prover o filho. É quando o pai não paga a pensão alimentícia, ou quando os cuidadores deixam de investir dinheiro para suprir as necessidades do filho gastando a renda em benefício próprio, como festas com amigos, álcool, drogas, compra de roupas para si e não para os filhos. O filho não é prioridade;

Abandono intelectual: É quando os pais privam a educação dos filhos, não custeando a escola ou não dando educação adequada. Se houver evasão escolar, não encorajam a retomada dos estudos também.

Todas as formas de abandono demonstram a criança que ela não é bem vinda e que não há uma real preocupação com ela, não havendo um amor sincero, por mais que até haja o discurso. A presença dos descendentes para os pais é desagradável, “chata”, e a criança internaliza isso, o que pode levar a uma série de comportamentos disfuncionais já na infância e que pioram na adolescência e vida adulta.

Na fase infantil, a criança costuma ficar isolada, insegura e desconfiar das pessoas que estão a sua volta. Já na adolescência e na fase adulta, além destes comportamentos, a pessoa pode apresentar muitos comportamentos autodestrutivos e entrar em relacionamentos abusivos. Entre as consequências psíquicas estão:

  • desconfiança exagerada;
  • estilo de vida caótico;
  • incapacidade ou dificuldade para demonstrar afeto;
  • depressão e ansiedade
  • necessidade de satisfazer os demais, colocando em risco sua saúde mental e necessidades básicas;
  • ciúmes excessivo e comportamento possessivo;
  • carência intensa, a qual pode afastar as pessoas;
  • incapacidade de gerir emoções, podendo apresentar humor volátil;
  • dificuldade para lidar com adversidades e superar desafios, tendendo a fracassar e se frustrar; 
  • promiscuidade;
  • busca (quase) interminável por alguém ou algo (realização profissional, maestria em uma habilidade, sucesso em um esporte) para preencher o vazio. 

Caso a pessoa tenha sofrido um abandono parental, é necessário que busque a ajuda de um psicólogo, de preferência o cognitivo-comportamental ou a psicanálise, para poder ressignificar as emoções guardadas no inconsciente. É possível se curar dos traumas da infância.

Com informações da Vittude

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