psicologia

Sua obsessão por beleza te torna menos atraente

A busca pela beleza é algo que está diretamente ligado a autoestima, em especial das mulheres. Preenchimento labial, botox, silicone, lipoaspiração, dietas milagrosas, plásticas, procedimentos “aqui e acolá” e até mesmo cirurgia íntima existe para ficarmos “em dia” e que todo mundo se sinta bem, pleno e feliz.

Segundo o canal Psicólogo e Terapia, o conceito de padrão de beleza muda drasticamente ao longo da história, e não é necessário ir “muito longe”, pois na década de 1950, a Marilyn Monroe era considerada um ícone de sedução e beleza, sendo que para os padrões de hoje ela seria considerada gorda (em um sentido pejorativo) para o que entendemos hoje como belo.

Além disso, com o avanço da tecnologia, as pessoas tendem a se sentir péssimas quando olham imagens de revistas, que retocam todas as celulites, retira todas as linhas de expressão do rosto, diminuindo e aumentando vários lugares, além de ter uma iluminação profissional e justamente a imagem exposta é a melhor entre várias tiradas por um fotógrafo profissional, com uma câmera de última geração.

No século XIX, a pessoa gorda era vista como bonita e, ao longo do século XX, a sociedade passou a perceber a gordura como “algo feio” e como falta de cuidado com o corpo devido ao excesso de alimentos, e o corpo magro passou a ser o bonito.

Tudo isso acaba gerando diversos problemas, já que muitas pessoas buscam se exercitar na academia unicamente pela “estética”, e não para ter uma vida saudável; outros tantos recorrem a remédios para emagrecer sem orientação médica; desenvolvem transtornos como anorexia, bulimia, ortorexia, e as pessoas ficam obsessivas em estar dentro de um padrão.

Nesse contexto que as pessoas desenvolvem depressão, ansiedade e diversos outros transtornos, já que nunca alcançam o corpo da pessoa tão valorizada na mídia. De quebra, muitos deixam de ir a eventos sociais, como bares ou festas, pois não querem “sair do foco” e acabam prejudicando a sociabilidade, importante para a saúde mental.

A beleza não está, necessariamente, atrelada ao que a mídia “vende” como bonito, e dentro das nossas particularidades, nós podemos ser bonitos do jeito que somos, independente da etnia ou peso. Além disso, mesmo que haja um padrão de beleza, as pessoas são muito plurais e se atraem pelos mais diferentes tipos de corpos.

Uma pessoa com um corpo saudável, com uma mente também saudável, tende a ser mais atraente que as pessoas obsessivas em ser “belas”, querendo se transformar em uma pessoa que não é, e isso já foi observado em um estudo feito por cientistas da Universidade de Lubeck, na Alemanha.

Outros estudos da área da psicologia concluem que atitude, confiança, ser uma pessoa agradável, ser sincero consigo mesmo e com os outros, ser positivo, respeitar, mostrar afeição, demonstrar interesse no outro te tornam uma pessoa mais atraente, e nessas horas um psicólogo pode te ajudar em seu empoderamento.

Não há problema em querer emagrecer, ou fazer uma plástica para corrigir algo que incomode, só que o mais importante é fazer de modo consciente, bem pensado, que não afete sua saúde física e mental. É importante que a pessoa busque se valorizar e aprender a se amar do jeito que ela é hoje. É importante que ela saiba do valor dela e perceba que a mídia vende um “mundo de ilusão” e que, muitas vezes, um corpo natural é mais bonito e atraente do que um cheio de procedimentos.

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