psicologia

Personalidade Esquizoide: ódio nas relações sociais e solidão extrema

O Transtorno de Personalidade Esquizoide é um transtorno de personalidade caracterizado por falta de interesse nas relações sociais, vida solitária, frieza e apatia perante os eventos da vida.

Geralmente se iniciando na fase adulta, a pessoa não apresenta nenhum interesse nos outros, incluindo parentes muito próximos como pai e mãe. Ele se assemelha a esquizofrenia pelos indivíduos demonstrarem uma grande atividade imaginária, mas é uma condição diferente.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordem Mental IV, os critérios para caracterizar a personalidade esquizoide incluem:

  1. Não deseja e nem aprecia relações íntimas, incluindo ser parte de uma família.
  2. Quase sempre escolhe atividades solitárias.
  3. Tem pouca, se alguma, vontade de ter relações sexuais com outra pessoa.
  4. Tem prazer em poucas atividades, se alguma.
  5. Falta de amigos íntimos ou confidentes que não sejam parentes de primeiro grau.
  6. É indiferente às críticas ou elogios.
  7. Mostra frieza emocional, distância ou afetividade limitada.

Caso a pessoa tenha 4 ou mais destes critérios, ela pode ter esse transtorno de personalidade, mas somente um profissional capacitado poderá dar o diagnóstico final.

Geralmente essas pessoas não namoram, e escolhem atividades que não exijam os outros, como jogos de computador. Não sentem prazer para realizar tarefas rotineiras, possuem postura indiferente mediante elogios ou críticas, e arrumar trabalhos que não precisem interagir com outras pessoas.

De acordo com o Manual MSD, estima-se que cerca 3,1% a 4,9% da população norte-americana têm esse tipo de transtorno, sendo mais comum em homens. Acredita-se que uma pessoa que cresce em ambientes solitários, negligentes, hostis ou violentos apresentam maior propensão a desenvolver a personalidade esquizoide.

A pessoa com essa condição precisa realizar um tratamento multi disciplinar para adquirir novas habilidades sociais. Terapias em grupo, tratamento com psicólogo cognitivo-comportamental, aliado a tratamento medicamentoso para diminuir sintomas de ansiedade.

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