comportamento, psicologia

8 razões científicas pela qual o perdão é benéfico para sua saúde

“A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, já dizia Seu Madruga, do programa Chaves, que acabou virando meme para todos aqueles que querem punir seus algozes de alguma forma. Há valores religiosos perante o assunto, sociais também, mas a própria ciência comprova, cada vez mais, que o perdão pode trazer uma série de benefícios para a pessoa.

O perdão é o ato consciente de abrir mão do ressentimento de alguém que, de alguma forma, te causou algum mal. O ato não significa esquecer eventos negativos, nem mesmo reatar antigas amizades e fingir que “nada existiu”, mas sim renunciar ao sentimento negativo provocado por uma situação ruim, mesmo que você não veja essa pessoa nunca mais.

Segundo um artigo publicado pela revista Galileu, há oito benefícios já comprovados pela ciência perante o perdão.

  1. Faz você viver mais: um estudo de 2011 publicado pelo Journal of Behavior Medicine concluiu que as pessoas que perdoam incondicionalmente tendem a viver mais;
  2. Te deixa menos nervoso: segundo um estudo de 2001 publicado pelo Psychological Sciente, o rancor aumenta atividades fisiológicas como tensão dos músculos da face, aumento do batimento cardíaco e deixa a pessoa em “estado de alerta”. Pessoas que perdoam ficam mais calmas;
  3. Melhora a saúde em todos os sentidos: pesquisadores da Universidade do Tenessee descobriram que perdoar alguém é um excelente remédio anti-depressivo, reduzindo sentimentos como tensão, raiva, depressão e “limpam” as emoções negativas.”A vítima renuncia às ideias de vingança, e se sente menos hostil, irritada ou chateada a respeito das experiências”, escreveram no artigo;
  4. Fazer as pazes te ajuda a perdoar a si mesmo: estudiosos da Universidade Baylor concluíram que quando você perdoa a alguém que fez algo errado a você, você também contribui para o processo de autoperdão. Em um estudo publicado no Journal of Positive Psychology, eles descobriram que quem pede perdão por um agravo tem maiores chances de perdoar a si mesmo. “Uma barreira que as pessoas enfrentam para perdoarem a si próprias é que elas pensam que merecem se sentir mal. Nosso estudo descobriu que fazer as pazes nos dá permissão para deixar as coisas passarem”, disse em um comunicado Thomas Carpenter, um dos autores do artigo.
  5. Faz bem para o seu coração (literalmente): um estudo publicado pelo jornal Personal Relantionships mostrou que quando a pessoa perdoa a outra, ela reduz a pressão arterial. Isso significa que perdoar e ter um comportamento bastante conciliador por parte da vítima demonstra melhora significativa nos processos fisiológicos;
  6. É beneficial para o sistema imunológico: uma pesquisa apresentada em um encontro de 2011 da Sociedade de Medicina Comportamental dos EUA descobriu que portadores do vírus HIV que perdoavam de verdade alguém que os havia magoado apresentavam um maior nível de células CD4, consideradas positivas para o sistema imunológico. “Os resultados comprovam nossas hipóteses e refletem descobertas anteriores sobre as relações entre fatores psicossociais com marcadores imunológicos em pessoas vivendo com HIV/AIDS, e as descobertas indicam que o perdão a outra pessoa pode trazer benefícios à saúde delas”, disse a pesquisadora Amy Owen, do Centro Médico da Universidade Duke.
  7. Fortalece seus relacionamentos interpessoais: pesquisadores da Universidade de Missouri-Kansas City mostraram que o perdão facilitou e muito o processo de recuperação do trauma da infidelidade, garantindo mais satisfação na relação e mais comprometimento mútuo.
  8. Se protege do stress: possuir a habilidade de perdoar prediz uma saúde positiva tanto mental quanto física, de acordo com um estudo publicado este ano no Journal of Health Psychology. Os pesquisadores também notaram que a indulgência parece proteger contra os efeitos negativos do stress na saúde mental. “Nós descobrimos que a severidade do stress não estava relacionada com a saúde mental para pessoas que eram boas em perdoar, estava significativamente associada com uma saúde mental pior para pessoas que exibem níveis moderados de perdão, e mais fortemente relacionada com uma saúde mental pior para participantes exibindo os níveis mais baixos de capacidade de perdoar”, escreveram.

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