psicologia

Transtorno Borderline: quais sintomas e o que fazer?

Como exploramos em um artigo anterior, o Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizado pelas transições das emoções com muita facilidade e intensidade que, muitas vezes, é desproporcional ao fato real. As relações sociais são instáveis e a pessoa está sempre inconstante, tendo reações muito exageradas perante os eventos.

De acordo com o Vittude, as principais características do TPB incluem:

Medo do abandono: este é um dos aspectos mais marcantes. Essas pessoas se sentem abandonadas com frequência e ficam com medo de não serem atendidos ou serem deixadas sozinhas;

Raiva intermitente: oriundo do medo do abandono, ações simples e as reações dos outros ao seu redor pode ser interpretadas como sinais de rejeição, negligência e isolamento, e a pessoa fica com raiva sem motivo aparente;

Mudanças de humor: a pessoa transita entre os sentimentos com muita intensidade, às vezes sentindo medo, ansiedade, irritação e insegurança. Essas mudanças bruscas resultam em uma dificuldade muito grande para a pessoa manter uma boa vida social, pessoal e profissional;

Interior Vazio: este é um relato recorrente das pessoas que sofrem com esse transtorno. O vazio se torna tão intenso ao ponto de não conseguir preenche-lo com a própria companhia, e sempre necessitando do outro, promovendo uma dependência afetiva cada vez maior e causando cada vez mais sofrimento;

Hábitos ruins: é comum que a pessoa com transtorno de personalidade borderline entre em vícios como em sexo, álcool ou drogas. Os vícios surgem para superar os sentimentos de tristeza e vazio;

Comportamento impulsivo: as pessoas com esse transtorno tendem a tomar ações impulsivas, como abandonar os estudos, largar um emprego aparentemente estável e romper com um relacionamento;

Auto Depreciação: essas pessoas tendem a considerar-se muito ruins, alimentando também os outros sintomas.

Lente do Passado: a maioria dos pacientes olham para os desafios e situações atuais através da lente de seu passado traumático. Para eles, tudo deve terminar em um abuso, negligência ou algum estresse emocional. Então eles sempre tendem a se proteger contra isso, em vez de se beneficiar da situação atual.

Intenções suicidas: é comum que a pessoa diga que quer ou até tente atentar contra a própria vida. Algumas tentativas podem ser falsas para atrair a atenção enquanto outras podem ser reais.

O tratamento do transtorno de personalidade borderline é de extrema importância para minimizar os danos causados pela condição, necessitando de um acompanhamento com o psicólogo e o psiquiatra.

O psiquiatra prescreverá a medicação para controlar os comportamentos agressivos e impulsivos, enquanto o psicoterapeuta vai acolher a criança interior ferida e vai ajudar a pessoa a controlar os impulsos e entender melhor os próprios comportamentos. Ambos visando reduzir o sofrimento e os prejuízos nas relações.

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