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Freud e sua relação com a cocaína

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, era usuário e defensor da cocaína ao longo de muitos anos, chegando a receitar aos seus pacientes para tratamento de depressão e outros transtornos psíquicos até ele perceber que a substância trazia mais danos do que benefícios.

Até o começo do século XX, a cocaína era sintetizada por laboratórios e vendida em farmácias como tônico e analgésico, muitas vezes receitada pelos médicos para tratar doenças comuns e até mesmo dores de dente. Era considerado um remédio e não uma droga, apesar de os médicos já terem algumas constatações sobre seus efeitos colaterais.

Segundo livro “Freud e a Cocaína” de David Cohen, o pai da psicanálise diluía o pó da cocaína em água e tomava, realizando também diversas experiências com o uso da droga enquanto trabalhava como neurologista, em Viena, chegando a receitá-la a um amigo em particular para que este superasse o vício em morfina.

Freud ficou curioso perante os efeitos da cocaína devido à sensação de bem-estar e empoderamento, considerando que ele próprio era conhecido por ter uma personalidade mais melancólica e tímida, e a droga fazia ele ficar mais alegre e bem-disposto, chegando a relatar em cartas a pessoas conhecidas.

Em seus estudos, Freud ficava intrigado com a irregularidade dos efeitos da cocaína, e seus pacientes e amigos divergiam em resultados de modo significativo. No médio prazo, ele percebeu que subestimou os efeitos nocivos da droga, especialmente quando um conhecido tentou cessar o uso e não conseguiu e começou a aumentar a dosagem sem ter o mesmo efeito. Foi aí que Freud percebeu que a substância tinha um componente viciante e que não era tão “mágica” para o bem-estar.

Desde então, ele percebeu seu erro e solicitou para que todos os pacientes, conhecidos e familiares que ele tinha receitado a cocaína suspendesse o uso imediatamente. Curiosamente, as irmãs de Freud não tinham utilizado a cocaína porque não confiaram nele de que a substância fosse tão benéfica para o corpo.

A partir daqui as fontes históricas divergem, sendo que as informações oficiais apontam que ele cessou, integralmente, o uso da cocaína no final do século XIX, passando a usar a psicanálise como uma forma de alívio dos sofrimentos psíquicos sem a necessidade do uso de nenhuma substância. Já outras fontes dizem que Freud continuou usando a cocaína e não conseguiu largar o vício.

A cocaína foi proibida nos Estados Unidos em 1914, e aqui no Brasil em 1921.

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