psicologia

Alcoolismo: em que momento a pessoa se torna dependente?

O alcoolismo é uma doença crônica caracterizada pela dependência as bebidas alcoólicas. Assim como outras drogas, a pessoa vai adquirindo tolerância aos efeitos da substância e vai aumentando a quantidade ingerida e, quando há a suspensão, há uma forte crise de abstinência.

No entanto, é necessário definir que um eventual abuso de bebidas alcoólicas não necessariamente está ligado ao alcoolismo. A pessoa alcoolista é caracterizada pela vontade incontrolável de beber e, mesmo que a pessoa não esteja consumindo a bebida alcoólica, ela continua sendo uma alcoolista.

Segundo a psicóloga Tatiana Pimenta, do canal Vittude, os sintomas do alcoolista incluem:

  • compulsão: necessidade forte ou desejo incontrolável de consumir bebida alcoólica a qualquer momento;
  • abstinência física: náusea, suor, ansiedade e tremores quando se para de beber;
  • dificuldade de controlar o consumo: não consegue parar de beber após começar e mantém o consumo mesmo quando familiares e amigos se afastam;
  • tolerância: cada vez mais precisa de doses maiores de álcool para atingir os mesmos efeitos anteriormente obtidos com quantidades inferiores;
  • distúrbios alimentares ou de sono: a vontade de beber pode inibir a vontade de se alimentar e retardar o sono, causando insônia e sonambulismo;
  • alterações no metabolismo: o consumo excessivo pode prejudicar o funcionamento dos órgãos que trabalham para processar o álcool, como o fígado, pâncreas e os rins;
  • fadiga e dificuldades para raciocinar: o álcool afeta a capacidade cognitiva, podendo gerar confusão mental e até mesmo alucinações em casos mais graves.

Há várias razões pelas quais uma pessoa pode desenvolver a doença, incluindo fatores genéticos, considerando que uma pessoa que tenha pais, avós ou até bisavós alcoolistas têm mais propensão a desenvolver o problema; pessoas com transtornos mentais como depressão e ansiedade muitas vezes buscam refúgio na bebida alcoólica e também influências ambientais.

A pessoa alcoolista não tem cura, até porque há uma alteração nos neurônios dos dependentes de álcool e os receptores de opioides e liberação de endorfina ocorrem de maneira mais intensa.

No entanto, a pessoa pode se tratar e não beber para o resto da vida para não ter recaída. A pessoa passará por um processo de desintoxicação, geralmente com supervisão médica a fim de combater os efeitos agudos da retirada do álcool; em alguns casos mais graves há o uso de medicações; além de programas de reabilitação como os alcoólicos anônimos.

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