psicologia

O que é felicidade para Sigmund Freud?

Felicidade é um sentimento que todos nós queremos alcançar, sendo uma palavra fácil de aprender, mas que é carregada de um significado relativamente complexo, e definí-la pode ser mais difícil do que parece. Segundo o dicionário Michaelis, felicidade é a “sensação real de satisfação plena; estado de contentamento, de satisfação. Condição da pessoa feliz, satisfeita, alegre, contente”.

No entanto, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, discute o conceito de felicidade em “O mal-estar na civilização” de modo mais profundo. Para Freud, a felicidade é entendida como a presença de prazeres e ausência de tensão ou sofrimento. O alívio de tensão resulta, quase que imediatamente, em um estado de felicidade.

Para uma pessoa muito apertada para urinar, felicidade é chegar ao banheiro e fazer xixi. Uma pessoa doente que encontra a cura para sua enfermidade alcança o estado de felicidade, enquanto para uma pessoa que já está saudável há muito tempo, a “saúde” não aparenta ter a menor importância e para ele há outros objetivos, como encontrar um amor, ter uma casa ou um carro.

Portanto, entende-se que as pessoas estão sempre em busca de algo que lhes falta, o que leva a um desejo. Assim que a pessoa conquista esse desejo, ela terá um curto período de plenitude, que logo em seguida será dominado por um sentimento de tédio e, posteriormente, a pessoa desejará outra coisa.

Dentro da teoria Freudiana, a felicidade é a ausência de sofrimento e, portanto, é necessário que a pessoa desate “nós” emocionais, cure frustrações e desejos reprimidos e ressignifique traumas com o objetivo de aliviá-los. Além disso, o próprio pai da psicanálise também entendia que a pessoa podia alcançar a felicidade ao aceitar as frustrações, desejos oprimidos, reprimidos e não vivenciados.

A felicidade para Freud então é a ausência de sofrimento e os caminhos que te levam para seu objeto de desejo, onde a realização deste último seria o “ápice da felicidade” por um curto período e, depois, por sermos desejantes, passaríamos a querer outra coisa.

Com informações de Psicanálise Clínica

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