psicologia

Manipulador emocional: o “coitadinho” que só quer te usar em benefício próprio

A manipulação emocional é quando uma pessoa utiliza palavras, gestos ou simulação de sentimentos para influenciar outra pessoa e, desse modo, conseguir o que deseja. Essa é uma habilidade que as pessoas desenvolvem ainda na infância para chamar a atenção dos pais, mas na vida adulta pode ser uma arma para que a pessoa consiga o que quer, o que pode levar a consequências negativas para quem está sendo manipulado.

Em uma vida a dois nós precisamos abrir concessões, entender, escutar, ceder um pouco e o outro lado também, mas a manipulação emocional, muitas vezes sutilmente, reprime a liberdade e o livre arbítrio de uma pessoa, onde ele sente que está devendo um favor ao outro e sente bem mal quando não faz o que o outro quer.

Segundo o canal Psicólogo e Terapia, estes são os 8 sinais de manipulação emocional:

  1. Manipulam por meio de palavras: pessoas manipuladoras são treinadas em esconder as verdadeiras intenções, já que seu objetivo é exclusivamente satisfazer as próprias vontades. Podem distorcer a realidade, ou falar só a parte de uma história que lhe convém e até mesmo mentir. Também é comum que eles conheçam o ponto fraco da pessoa que ele quer manipular, apontando defeitos para justificar suas ações. Quem manipula assume a postura de vítima;
  2. Autopunição: quem manipula assume o papel da vítima, então diz “eu não mereço isso”, “eu sou uma pessoa horrível” e outros com o objetivo de gerar compaixão nas outras pessoas;
  3. Distorcem os fatos: como dito antes, a pessoa distorce as situações para não assumir qualquer erro ou culpa.
  4. Os outros que se sentem culpados: sendo uma das grandes armas do manipulador, ele não só não reconhece seus erros, como faz os outros se sentirem culpados;
  5. Minimizam a dor dos outros: sentem pouca ou quase nenhuma responsabilidade afetiva, e portanto, têm dificuldade em ver os outros de modo empático. Os outros que dramatizam, não o manipulador;
  6. São passivo-agressivos: atacam o outro com frases “fofas” e o outro se sente desconfortável. Quando confrontado, ele dirá que a pessoa não sabe brincar;
  7. São vampiros energéticos: a pessoa manipuladora é sutil, mas com a convivência as pessoas manipuladas sentem desconforto na presença dela, ficando esgotadas emocionalmente sem entenderem a razão. Com o passar do tempo, as pessoas percebem que estão evitando contar sobre as suas vidas pessoais ou mesmo se sentem “pisando em ovos” porque sabem que se expuserem as suas fragilidades, serão motivo de chacota;
  8. Tendem a ser agressivos quando não conseguem manipular: depois de toda a “fofura”, sutileza e drama não funcionar, os manipuladores tendem a ser muito agressivos quando não conseguem o que quer, quase que obrigando a pessoa a fazer o que ela quer na base “da pancada”. Uma das armas usadas pelo chantagista também são as ameaças de vingança ou contra si mesmo. O chantagista irá tentar controlar o outro ameaçando com ações severas e extremas. “Você vai me perder para sempre”, ”eu vou me matar”, “nunca mais seremos felizes”, são algumas frases que podem ser usadas no fervor dos confrontos.

Evidente que nenhum dos pontos deve ser considerado isoladamente, e às vezes a pessoa é agressiva ou diz que se sente ‘a pior pessoa do mundo” por estar com depressão, sendo um sentimento sincero e não querendo manipular o outro. Portanto, é necessário avaliar todo o contexto para saber se é um jogo de manipulação.

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