psicologia

Falta de empatia e de limites caracterizam a família disfuncional

O conceito de família disfuncional é quando os conflitos, a má conduta e os abusos por parte dos membros ocorrem de modo contínuo e, muitas vezes, as crianças crescem normalizando esses comportamentos, acreditando que a disfuncionalidade é normal.

Há uma crença errada de que as famílias disfuncionais são aquelas em que os pais estão se separando, sendo que nem sempre isso é verdade. De acordo com o Manual de diagnóstico relacional e padrões familiares disfuncionais escrito pela psicóloga Florence Kaslow, as características disfuncionais universais incluem:

  • A falta de empatia, compreensão e sensibilidade para com alguns membros da família, enquanto em outras situações expressa-se uma extrema empatia a outros membros (inclusive animais de estimação), que por sua vez possuem “necessidades especiais” (reais ou percebidas). Em outras palavras, um membro recebe mais mimos e/ou atenção do que merece enquanto outro membro é marginalizado.
  • A negação; a recusa de reconhecer o comportamento abusivo (também conhecido como o “elefante na sala de estar”).
  • Limites inadequados ou inexistentes para si próprio. Por exemplo, condescendência ao tratamento inadequado dos demais, falha em expressar o que é um tratamento aceitável e inaceitável e tolerância ao abuso emocional, sexual ou físico.
  • A falta de respeito com os limites dos outros. Por exemplo, desfazer-se de objetos pessoais pertencentes a outrem, o contato físico desrespeitoso, quebrar promessas importantes sem motivos justos, violar de propósito um limite que outra pessoa determinou.
  • Comportamentos extremos em conflitos. Por exemplo, discussões agressivas frequentes, ou falta de discussões pacíficas entre os membros da família.
  • Trato desigual ou injusto de um ou mais membros da família. Pode incluir frequente apaziguamento de um membro à custa de outros, ou uma desigual aplicação das normas. Por exemplo, um membro é tratado melhor ou pior devido à sua ordem de nascimento, sexo, idade, papel na família, habilidade, raça, posição econômica, orientação sexual, etc.

É importante que haja a procura de psicoterapia familiar com base psicanalítica, pois dessa forma haverá melhoria nos padrões de relacionamento.

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