psicologia

Fanatismo: quando a pessoa é rígida e inflexível com o diferente

O fanatismo, apesar de não ser considerado uma doença, é um estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente associado a algum tema. É um comportamento disfuncional caracterizado pela intensidade e intolerância, onde a pessoa fica inflexível perante aqueles que pensam diferente. Isso nós vemos na polarização política, intolerância religiosa e até mesmo em esportes como o futebol.

“Ele é um comportamento disfuncional, mas não é considerado um transtorno mental, e se caracteriza por uma crença ou comportamento que não admite refutação, que é defendida de forma obsessiva e apaixonada e que deixa muito pouco espaço para a tolerância às ideias contrárias”, explica a médica psiquiatra Elisa Brietzke, orientadora do programa de pós-graduação em psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) ao UOL.

As pessoas fanáticas tendem a ter uma visão de mundo unilateral, rígida e binária, onde existe apenas o “bem e o mal”, o “certo ou o errado”, e tudo que é ruim está relacionado ao modo contrário dele pensar. Por essa razão, muitos podem chegar atré mesmo à violência física para impor seu ponto de vista, que na mente do fanático “é o certo”.

Os psicólogos acreditam que as pessoas fanáticas são dotadas das seguintes características:

  • 1. Agressividade excessiva;
  • 2. Preconceitos variados
  • 3. Estreiteza mental;
  • 4. Extrema credulidade quanto a um determinado “sistema”
  • 5. Ódio;
  • 6. Sistema subjetivo de valores;
  • 7. Intenso individualismo;
  • 8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.

Apesar do fanatismo não ser um transtorno em si, ele pode surgir em decorrência de outras questões psicopatológicas, como a esquizofrenia, psicose ou a paranoia.

Abandonar comportamentos fanáticos pode ser um grande desafio, especialmente quando isso acontece em um grupo de pessoas, como fundamentalistas religiosos ou políticos. No entanto, caso a pessoa não trate esse fanatismo, ela pode ter sintomas de ansiedade e também desenvolver a depressão.

Ser flexível, procurar compreender outros pontos de vistas, e mesmo que as duas partes não cheguem a um acordo.

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